Em Argo, Ben Affleck reconstitui a aliança entre Hollywood e os EUA para resgatar reféns no Irã

 

Por Matheus Pichonelli

Recém-adicionado ao catálogo da Netflix, Argo, de Ben Affleck, é um filme feito para levar o Oscar. A começar pela atuação do ator-diretor, responsável por dar liga a uma trama impressionante: a elaboração, por um agente da CIA, de uma história verossímil para resgatar com segurança um grupo de americanos ilhados em Teerã após a revolução iraniana de 1979.

Baseado em fatos reais, o longa retrata como Hollywood ajudou a agência americana a forjar um filme, com divulgação, escala de atores, máscaras, fantasias e leitura de roteiro, para convencer o Irã de que os diplomatas cercados em um país ensanguentado – e à caça de supostos agentes antirrevolução – eram parte de uma equipe de cinema em busca de locação.

A cirurgia de risco é filmada com alta dose de tensão e outra, regular, de maniqueísmo – de um lado, iranianos selvagens sedentos por sangue, de outro, americanos inocentes, que meteram o nariz onde não deviam e agora pagavam o preço da insensatez.

Foi eleito o Melhor filme do Oscar 2013 e também pelo Sindicato dos Atores.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *