Oscar 2017 será lembrado apenas por uma gafe?

 

Por Matheus Pichonelli

A 39ª cerimônia de entrega do Oscar segue dando o que falar nestes dias de ressaca carnavalesca. Dois exemplos de visões antagônicas foram publicados nesta terça-feira 28 na Folha de S.Paulo. Mario Sergio Conti, em sua coluna no caderno de política, avalia que “o politicamente correto chegou com tudo ao Oscar, o que é prova da sua correção moral e ineficácia política”. Ele lembra que o ganhador do prêmio de melhor filme, “Moonlight”, soma três categorias (gênero, raça e geração) e três problemas (bullying, drogas e violência) para chegar à cena contemporânea.

Segundo o colunista, no entanto, o concorrente mais politizado era “A Qualquer Custo”, que disputou três estatuetas e não ganhou nenhuma. “Talvez porque o filme fale de história e economia, disciplinas fora de moda, e se filie a um gênero defunto, o faroeste”, analisou. (Em tempo: falamos sobre “Moonlight” aqui e sobre “A Qualquer Custo” aqui).

Já o escritor português João Pereira Coutinho aposta, em sua coluna na Ilustrada, que vamos lembrar do Oscar de melhor filme em 2017 apenas por causa de uma gafe. “Moonlight”, escreveu, é uma história poderosa afogada em sentimentalismo fácil e uma estética de videoclipe.

Para ele, a última vez que o Oscar acertou foi em 1993, com “Os Imperdoáveis”, “uma elegia ao western que ficará na história do cinema americano”. Desde então, “basta olhar para o Emmy, o prêmio da televisão, para ver como ele acerta quase todos os anos”. “O Emmy começou a acertar –‘The West Wing’, ‘The Sopranos’, “Seinfeld’ – quando o Oscar começou a falhar.”

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